Amanhã (28) é o Dia Latino-americano e Caribenho pela Legalização do Aborto. Em todo o continente, haverá atos públicos em defesa dos direitos reprodutivos das mulheres. Para marcar a data no estado, o Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE), a Frente contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) realizarão ato público na manhã desta terça-feira (28/09). A manifestação será das 7h30 às 10h, na frente da Igreja de Santo Antônio (Próximo à Pracinha do Diario de Pernambuco), no Centro do Recife. Cartazes, faixas, falas públicas e distribuição de panfletos irão esclarecer a população sobre a importância da legalização do aborto como uma questão de democracia, um direito da mulher para uma vida digna e autônoma. Haverá performance do grupo Loucas da Pedra Lilás abordando a Santa Aliança conservadora e fundamentalista.

A descriminalização do aborto significa que nenhuma mulher será presa por abortar. Tão somente isso. Regulamentar o atendimento às mulheres em situação de abortamento significa que serão atendidas de forma humanizada na rede pública e que poderão optar em prosseguir com a gestação. Nos países em que foi legalizada, a interrupção pode ocorrer até a 12ª semana de gravidez. Nestes mesmos, o número de procedimentos diminuiu porque as mulheres sabem que podem falar sobre o assunto, buscar informação, ter apoio profissional. E, ao contrário do que alardeiam alguns: não é obrigatório! O Brasil com seus 1 milhão de abortos inseguros (ou seja, praticados de qualquer jeito em qualquer lugar com qualquer um) demonstra que a criminalização não resolve o problema. Pelo contrário, alimenta o comércio ilegal de venda sem receita de determinados remédios e a abertura de clínicas de aborto. E ainda vale salientar que, vulnerabiliza as mulheres que não podem pagar por isso, pois se utilizarão dos métodos mais danosos a sua saúde. O sistema de saúde também sente o impacto da criminalização e de suas conseqüências.

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