Os candidatos João Paulo (PT) e Humberto Costa (PT) remeteram, respectivamente, ao Fórum de Mulheres de Pernambuco e à assessoria da campanha “Eu decido meu voto” suas opiniões em relação ao tema das cotas sociais, aborto, violência contra a mulher e geração de emprego e renda. Confira abaixo:

João Paulo, candidato a deputado federal

Cotas: “Sou favorável à política de cotas para mulheres na política, que a atual legislação prevê em 30%”.

Aborto: “O aborto deve ser tratado como uma questão de saúde pública, sem criminalização das mulheres e com políticas capazes de evitar sua prática na clandestinidade”.

Violência contra as mulheres: “a Lei Maria da Penha foi um grande avanço. Mesmo assim, temos um longo trabalho pela frente, especialmente no que se refere à conscientização da sociedade no sentido de tornar a violência contra a mulher como um crime abominável. De outro lado também é preciso incentivar as vítimas a denunciarem os casos de agressão, ampliar e equipar as delegacias das mulheres. É importante também tornar mais eficiente o processo de encaminhamento de mulheres em situação de violência e seus dependentes a programas e serviços de proteção, garantindo os diretos à guarda dos filhos e a seus bens”.

Mercado de trabalho: “as mulheres ainda sofrem com a dificuldade de inserção e os baixos salários. Sem falar na carga horária pesada que enfrentam com o terceiro expediente, em casa para cuidar da família. O quadro ainda é desfavorável, especialmente, em relação aos cargos de chefia. Acredito que, além de nos atermos à igualdade de condições no mercado de trabalho, temos que assegurar a igualdade de oportunidades e tratamento entre os dois sexos em todos os aspectos da vida”.

Humberto Costa, candidato a senador

Propostas para a área de saúde da mulher:

– Atendimento de qualidade na saúde pública, principalmente em situações de risco, quando é o caso de gravidez resultante de estupro.

– Lei de Responsabilidade com a Saúde, que, de acordo com o candidato, irá garantir um atendimento de melhor qualidade na saúde pública para todo mundo – principalmente para as mulheres. A ideia é determinar quais os deveres de cada estância envolvida neste atendimento; do médico ao prefeito, governador e presidente – evitando que as pessoas se esquivem de assumir responsabilidades.

Anúncios